Domingo, 1 de Março de 2009

...um poema urbano

 

 

 

 

 

a vontade de te domar
na fragilidade do mundo
na altura das cidades
na sombra dos cartazes
entre as luzes da fugida
e das regras que se esventram
Na viagem ao ouvido
na sedução do escuro
Na consciência da descida
a ambição da inocência
e a desconstrução do muro


Queria saber amarrar-te
Junto ao peito do segredo
E gritar-te sobre a torre
para saltarmos para a frente
para provarmos do que somos
na resposta do principio
na espiral da realidade
na frieza da verdade
Quero te encontrar
E olhar-te bem de perto
desdobrar-te e perceber
  confiar e aprender
quero te navegar
para a paz de outra margem

 

 

 

 

 

 


  Buda/Peste

 

 

publicado por Tiago Bettencourt às 18:31
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15 comentários:
De eu só... a 1 de Março de 2009 às 20:06
Nunca sei o que te dizer e digo sempre a mais do que devo. Escrevo sempre a mais do que te queria sussurrar e nem te vejo quanto mais ouvir-te! Esqueço-me aos poucos do teu cheiro e tenho já que fazer pregas na testa para conseguir lembrar-me das tuas rugas de expresssão. Só dos teus olhos e das tuas mãos nunca me esqueço! Vens para confiar? Espero por ti na outra margem e vamos aos fados!

Buda com Peste ou sem Peste à vista mas sempre com uma luz lindíssima!
De miguel a 1 de Março de 2009 às 23:48
poema espectacular, não sei se te lembras tiago do concerto mais frio que ja deste, em vinhais?, pois bem eu lembro , e desde esse dia, que sou teu fã incondicional, gosto muito do teu trabalho, tocaste-me verdadeiramente... abraço ...
De maria a 2 de Março de 2009 às 00:07
Foi a primeira vez que vim ao blog e Gosto da escrita. Não seria de admirar, porque vim aqui por isso mesmo, porque aprecio as letras que acompanham as vossas musicas. O modo como as encadeiam e o que expressam. De uma subtileza sábia. Gosto.

E ao ler um poema urbano apeteceu-me partilhar isto:

"Não me perguntes, não hesites. Arranca-me dentro de mim, com verdade. Observa-me com as mãos, sente-me contigo e vai me buscar ao mais profundo de mim. E quando me encontrares, irei revoltar-me e farás acontecer O mais de mim. E aí………………. serei livre e serei tua."
De MA. a 2 de Março de 2009 às 00:59
Sem dúvida, um lindo poema. É um prazer ler o que escreves.

MA.
De {{coral}} a 2 de Março de 2009 às 03:04
Entrei pela primeira vez no blog.
Gosto bastante da vossa musica, e este poema é lindo.
Voltarei mais vezes.
Teresa
De claudia a 5 de Março de 2009 às 01:16
Olá Tiago:)

Reparo que andas noutra zona ( LOVEZONE:)), fico contente por ti, por saber que abordas as zonas todas da mente humana com um perfeccionismo e idealismo quase , mas quase prestes a acontecer ( e vivam os verbos transitorios...).

Só para te dizer que cada vez mais gosto de ti:)

Tu ficas porque tu escreves!

Beijinho :)

Clau
De catarina a 5 de Março de 2009 às 13:30
Não te conheço, nunca te vi ao vivo, mas reconheço-te a voz ao longe... a melodia... a arte de tocar locais recônditos de mentes e corações alheios... Cheguei aqui por mero acaso, à procura de uma letra. Cheguei e já estás nos favorites ;)
Que bom é ver a livre expressão de sentimentos e emoções!!!
De Para "ti" a 6 de Março de 2009 às 01:52
Estarei a tua espera
para viver tudo isso,
com a delicadeza das cores,
a força do nosso silêncio
e a pureza do meu sentir.

Olhas, mas não me vês
o medo não deixa, entendo.
A tua imagem vive em mim,
a tua voz, a tua pele...
Assim como a lembrança
amarga da tua rejeição

Por tudo isso continuarei a tua espera
até criares coragem de me olhar nos olhos
Me ver de verdade e com verdade.
E então juntos, chegaremos à outra margem.

De Rach a 7 de Março de 2009 às 22:33
Queria arranjar uma forma de dizer isto que não soasse tanto a lugar-comum mas não consigo (às vezes acho a linguagem uma forma de comunicação ainda por desenvolver, um nadinha redutora)...quando escreves é como se tivesses arrancado de dentro de mim aquilo que eu não consigo dizer.

Eu avisei que era cliché...mas não deixa de ser a verdade :)
De Azeitona a 8 de Março de 2009 às 06:35
Q tenham mensagens Todas as Imagens deste Mundo.
Que Falem, todas as imagens deste nosso Mundo.
Que este nosso Mundo, Seja, Sempre.
Uma brisa.
Entre muitas.

Quem sabe?
P quem é evidente?
Acaso…?
Não…

Vésperas de Primavera (s)

Um segredo?

Quem sabe.

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