Sábado, 16 de Maio de 2009

novas aventuras

Estão todos às voltas na minha cabeça como vozes difusas a pedir espaço, a pedir prioridade. Cordas sopros coros teclas… sons por todo o lado, mil caminhos, escolher só um, limpar limpar limpar, chegar ao principio outra vez. Cortar partes, letras, excessos, coisas a mais. Deixar partes, letras, excessos, domar as coisas a mais.

O “conceito” e a “verdade” caminhando juntos, nunca se sobrepondo, nunca se anulando.

A leveza que se quer é tão fácil com tão pouco….mas há que redescobrir cada passo.

O que está feito passou. não quero repetir. Não é altura de repetir, ainda.

Sei das formulas e uso-as também, mas desdobradas, desordenadas, ambiciosas.

Não é necessário berrar para ser grande, não é preciso inventarmos personagens exuberantes para sermos diferentes

(Alguém sabe disto em Portugal? sim… é outro assunto…).

Preciso só de silêncio, honestidade e humor para começar.

Preciso de alguém solto para ver de fora.

Preciso que o meu corpo como filtro se comova com o caminho certo.

 

 

 

 

 

 

 


Gravar um álbum está a tornar-se nesta altura uma experiência um tanto ou quanto inquietante. Entre a genialidade e a mediocridade anda a inspiração. Entre a genialidade e a mediocridade há um espaço muito pequeno. Esta duvida constante faz obviamente parte do processo criativo e se o lado comercial não se puser ao barulho, é completamente indiferente no percurso. A ideia é mais ou menos essa. Ignorar a parte racional do que é, afinal, gravar mais um disco de originais.

Já todos fomos mais inocentes, mas também mais fracos. Nesta altura são claros os nervos que queremos estimular, em nós, e em quem nos ouve.

Aquilo que nos toca, que nos acorda.

Está a nascer um novo disco. Está na minha cabeça em peças separadas. A melhor parte de ir para estúdio, e isto fui aprendendo com a experiência, é a desconstrução das ideias concretas que depois de dois ou três meses de ensaios achamos inabaláveis. Em poucos minutos o rumo de tudo pode mudar.

Sei que o álbum não vai ser o retrato que tenho, porque se tudo correr bem, vai ser melhor.

A equipa de produção é a mesma.

Começamos a gravar dia 19.

publicado por Tiago Bettencourt às 20:18
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22 comentários:
De cristina a 22 de Maio de 2009 às 20:56
muito muito bonito, o novo visual! mais um pequenino prazer ;-)
De eu só... a 25 de Maio de 2009 às 00:19
Peço desculpas ao Tiago por utilizar este espaço para dar uma resposta a alguém que não conheço mas decidiu atacar-me mas tenho que esclarecer a pessoa que eu não conheço de um facto puramente biológico! Os gatos não têm cio. Obrigada pela atenção que me deu! Adorei! quando quiser não gaste este espaço em vão..recicle-se! demimpara@yahoo.com

Beijo e abraço ao Tiago e companhia; boas gravações!
De Tiago a 25 de Maio de 2009 às 12:42
Hm...

novas aventuras
novos riscos
riscos
seguimos os riscos
os limites entre a montanha e a queda
o risco de tropeçar
e o risco de voar
e quem não arrisca, não petisca.

E eu tenho a certeza que toda a gente vai petiscar esse novo projecto. Bom trabalho ;)
De Marina a 25 de Maio de 2009 às 18:53
que bom... um novo álbum!! já deve estar a ser gravado, portanto só tenho que te desejar que tudo corra bem... para que possamos voltar a ouvir-te bem rápido!!
Sei que não te queres repetir... pelo que já estou á espera de uma coisa completamente diferente... mas sei que as letras vão continuar a ser excelentes!!
De Ana Lacerda a 31 de Maio de 2009 às 21:54

From: revista INÚTIL <inutil.revista@gmail.com>
Date: 2009/5/31
Subject: Convite para colaboração na Revista INÚTIL



Caríssimo Tiago Bettencourt


Somos Maria Quintans, Ana Lacerda e João Concha, autores de um projecto editorial agora em plena fase de concretização, a Revista INÚTIL, que respeitará a arte na sua forma mais pura - a que quisermos que seja.
É precisamente para esta revista que gostaríamos de contar com a sua participação.
Mais, dar-nos-ia especial satisfação e ficaríamos particularmente gratos se aceitasse o nosso convite para colaborar já no primeiro número.

INÚTIL é uma Revista que se vai dedicar à publicação de poesia, prosa poética, ensaio, fotografia, desenho, colagem e ilustração, numa edição de 86 páginas a preto e branco, de formato ligeiramente superior a A4.
A sua periodicidade será quadrimestral e os seus números serão temáticos. O primeiro número terá como tema a "Ira", um dos pecados ditos capitais.
A revista contará também com a participação de um convidado central.

Nesta primeira fase, a tiragem será de 300 exemplares. A apresentação da revista decorrerá num espaço público, em Lisboa, com a presença dos participantes e ainda de músicos e outros artistas convidados, no final de Setembro, em dia e local a anunciar.

* Junto enviamos uma breve apresentação da INÚTIL, incluindo o editorial relativo ao primeiro número e todas as informações necessárias para a sua participação.
O prazo de entrega dos trabalhos, de escrita e imagem, será 30 de Junho de 2009.
Uma vez que pretendemos convidar alguns ilustradores para trabalhar a partir de textos dos colaboradores da escrita, o prazo para a entrega dessas ilustrações, se assim o aceitarem, será 30 de Julho de 2009.


Acreditamos que contar consigo neste projecto tornará o resultado final muito mais interessante.

Aguardamos a sua resposta.

Abraço


Ana Lacerda
Maria Quintans
João Concha



* Gostaríamos de enviar toda a informação necessária para o seu endereço de email, se possível for.



Grata pela atenção

Ana Lacerda








De Ana Lacerda a 31 de Maio de 2009 às 21:59
...

(O link do blog no comentário anterior está errado...fica aqui o endereço certo)

Abraço
De humana a 1 de Junho de 2009 às 13:54
desfruta do percurso...aguardamos ansiosamente o novo album.
De Joana v. a 13 de Junho de 2009 às 16:10
Que bom.
De eu acredito a 16 de Novembro de 2014 às 14:55
Se por acaso nos cruzarmos menos vezes daqui para a frente, e se por acaso ondas e ondas de gerações acontecerem, se este segredo for fechado à chave, se a caixa nunca for encontrada e se sorrirmos mesmo assim, já cheios de pessoas à nossa volta, se por acaso houver silêncio e esta for mais uma viagem efémera, sem valor; se os dias nascerem sempre e não houver mais nada para atravessar; se por acaso a minha imaginação tiver este grande tamanho e se para mim o dia tiver sido só um com muitos meses; mesmo que haja textos mal escritos, sem sentido, e mesmo nem sempre tenha usado os sentidos; se o dia permanecer só um para mim; se por acaso houver fim; um fim no que continua já sem dias que passam num dia; se eu respirar fundo e não houver mais nada; .... não sei o que vem a seguir.

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