Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

na noite para dia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hoje, quando acordei no verão, o sol parecia brilhar com mais força. Foi difícil habituar-me depois de tanto tempo a dormir. Sim, depois de turvo o sol rompeu as nuvens e iluminou o mar tão cansado, mas limpo. Já ando a escrever sobre esta possibilidade há uns tempos, mas senti-la, vê-la, tocar-lhe? ...só hoje de corpo inteiro, à luz. Foi preciso a tempestade indicar-me o caminho até à minha praia, para me esconder as feridas, recolher-me o sangue. Foi preciso o meu grito fúria de braços altos e dedos esticados firmes, foi preciso esbracejar e pontapear e olhar de frente e sem poemas de amor para o espelho na água suja caída no chão.

Sim, é de amor que falo. Coisa grande em que se acredita em certas manhãs.

Ontem, de pés assentes em pedra fria perdi a inocência,

mas hoje, acredito em muito mais coisas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Tiago Bettencourt às 00:35
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16 comentários:
De Tiago M. a 18 de Setembro de 2009 às 19:46
Parabéns atrasados, pá! :D Então e esse CD? Nenhuma novidade que nos possas dar?... Assim em jeito de prenda do aniversariante aos convidados?... :P
De cristina a 22 de Setembro de 2009 às 21:58
Tiago, estás a fazer cá falta...
De I have a brain...or maybe just a soul... a 27 de Setembro de 2009 às 13:38
Ola Tiaguinho:)

Gosto das pedras cinzentas do muro que cai no chão como um nucleo pesado que fugiu de um Atomo, gosto da frieza da nudez que enfrenta silenciosamente o mar abandonado e torturado pelo muro cinzento que aprisiona...Gosto muito da tua alma.


Beijinho para o Tiago dentro de Ti :)
De orquídea a 23 de Agosto de 2014 às 19:27
Olá! :) não sei bem o que vou dizer, o meu mundo sempre teve muito de toca. Talvez, pela primeira vez, tenha percebido o que aprendi: a inocência com a jovialidade que lhe pertence. Não se pode ser mais novo, nem é isso que eu quero, mas pode-se ser inocente. E ver a suavidade e a beleza, e acreditar no ser que é puro, podem-se imaginar lagos que reflectem o céu azul, e tirar a mesquinhez, e equilibrar o ser, através das almas gémeas. Não sei bem o que estou a dizer, mas pode-se ver só o dia a brilhar, e ser só feliz, não é preciso tanta intensidade, nem barbas tão compridas, nem ideias que não sejam bonitas. O que eu quero de ti, acho que é a tua inocência. A tua voz do princípio, a frescura da manhã. Não se pode envelhecer tão rápido, porque se tem que ser feliz primeiro, com uma família, sem tatuagens, só com um sorriso. Um beijinho :)

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